Amanhã acabam as minhas férias e depois de passar o mês todo comendo muuito sem pensar (especialmente na semana em que viajei para o Resort na Bahia, no qual eu comia e bebia praticamente o tempo todo) hoje eu surtei depois de ouvir durante a semana uma overdose de críticas e comentários maldosos em relação à minha forma física, já que engordei dois quilos. Vocês devem estar pensando que eu estou exagerando, pois o que são apenas dois quilos a mais na vida de uma pessoa? Vocês devem estar achando que sou louca. Mas não. Simplesmente todas as pessoas que convivem comigo (pai, mãe, irmãos, tios) estão me chamando de gorda e dando palpites o tempo todo no que eu devo ou não comer e isso tem me deixando deprimida.
Os dois quilos a mais estão fazendo uma grande diferença mesmo no meu corpo, pois eu nunca cheguei a esse peso na minha vida e quando isso acontece chama a atenção. Mesmo deixando claro que eu tenho consciência de que eu preciso emagrecer, que eu nunca fui gorda e já ter aderido a um regime para resolver isso as pessoas insistem em me lembrar que eu virei uma bola. E aí vem a parte que mais me irrita. A maioria das pessoas que estão me criticando estão não apenas dois quilos mais gordas, mas muito mais. Mas elas falam, porque o certo é ser magro e esta é a regra e ponto.
Coincidentemente eu participei de um torneio de tênis no sábado e as pessoas estavam presentes no jogo, que eu perdi, e o comentário depois das caras feias foi de que eu não consigo correr porque estou gorda e que a minha adversária ganhou de mim porque estava mais preparada e sarada... Agora eu pergunto: quem tinha que estar chateada com a derrota era eu, e eu mesma nem estava ligando, eu queria mesmo quando entrei no toneio participar de um jogo de verdade e só. Porque vencer é o certo? Por que estar magrinha é o certo? Por que as pessoas cobram tanto das outras algo como sendo certo se elas não sabem se a outra pessoa também acha isso certo? Onde está escrito e quem foi a santa pessoa que criou essas regras que a gente é obrigado a cumprir o tempo todo?
Por isso resolvi publicar um texto que recebi por e-mail esses dias e que exemplifica muito bem essa questão, espero que gostem como eu gostei.
Posso Errar?
Por Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom.
O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo.
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Rotina

Cansaço. Aulas. Trabalhos. Plantões. Banco de horas. Livros. Chocolate. Shopping. Esmaltes. Unha. Bacalhau. Colares. Investimento. Falta de tempo. Pizza. Futebol. Botafogo. Jornal. Shopping. Compras. Promoção. Estresse. Vacina. Franja. Facebook. Fazendinha. Casamentos. Amigos. Chopp. Férias. Ansiedade. Espiritismo. Viagem. Resort. Cochilo. Tênis. Regime. Calor. Tecnologia. Relógio. Cansaço. Folga. Compras. Vestido. Festa. Praças. Saudade. Alegria. Curiosidade. Preguiça. Contas. Presente. Agenda. Calendário. Contagem regressiva.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Parabéns para o Rio!

Hoje o Rio de Janeiro faz 445 anos! E eu não poderia deixar de aproveitar esse espaço para fazer a minha homenagem à essa cidade, que foi cenário da minha vida durante os sete ótimos anos em que vivi lá e em muitos outros momentos em que estive lá passando férias e curtindo minhas amigas cariocas, as praias, a noite, enfim, tudo de bom que o Rio tem e que me encanta tanto.
Apesar de ser uma cidade com muitos problemas, como a violência, o Rio é a minha cidade preferida. Nem conheço tantas outras cidades assim, mas tenho verdadeira adoração pela cidade maravilhosa. Quando eu fui com a minha família para o Rio eu tinha 9 anos. Não estava nem um pouco feliz em ter que mudar para uma cidade estranha e ficar longe da minha família e do lugar onde nasci e cresci.
Me lembro direitinho quando eu coloquei meus pés na cidade maravilhosa. Era como se eu já estivesse vivido lá, era um lugar muito familiar... Meu pai me levou à praia para conhecer o mar. Fomos à Praia Vermelha porque ficava perto do nosso apartamento e estávamos muito ansiosos para ver o mar pela primeira vez. Eu fiquei maravilhada! Não só por conhecer o mar, mas por estar do ladinho do Pão de Açúcar, coisa que eu só via na televisão, e ao vivo era muito, muito mais bonito!
No Rio eu vivi um pedaço da minha infância e outro pedaço da minha adolescência. Descobri e aprendi muitas coisas, fiz amigos maravilhosos, alguns para o resto da vida. E com o tempo fui me apaixonando cada vez mais por esse lugar de encantos mil, de pessoas descoladas e divertidas, de praia, sol e mar sem fim, de bom gosto, de noite boa, de belezas inexplicáveis, de carnaval, de gente bonita, de muito lazer e diversidade, do Cristo Redentor de braços abertos, lá em cima, tornando tudo muito mais maravilhoso!
Quando tive que deixar o Rio foi uma tristeza, um drama na minha vida. Enfrentei muitas críticas dos meus amigos de Goiânia porque eu não me conformava e acabava fazendo comparações... A separação foi superada, assim como o boqueio com a minha cidade natal. Mas a saudade, essa sempre fica no meu coração... Saudade de andar naquele calçadão, de sentir o cheiro e o barulho daquele mar, que pra mim é o melhor de todos! Saudade de ir à praia com os amigos no final de semana, de aplaudir o pôr do sol na praia de Ipanema, de curtir o samba na Lapa e o Carnaval na rua... Saudade de olhar pra tanta coisa linda e com tanta história junta!
"Minha alma cantaaaaa! Vejo o Rio de Janeiro!
Estou morrendo de saudades!
Rio seu mar, praias sem fim!
Rio você que foi feito pra mim!!!"
Parabéns a melhor e mais linda cidade do mundo!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Desejos

Coisas que eu ainda vou fazer ou ter
- Andar de asa delta (sonhei um dia com isso e achei o máximo)
- Fazer mergulho no mar (mergulho mesmo,com balão de oxigênio)
- Aprender italiano
- Ir à Disney
- Comprar um apartamento no Rio
- Aprender a cozinhar pratos salgados
- Ter um pequeno negócio
- Ter pelo menos dois filhos
- Jogar num cassino
- Fazer um curso de fotografia (até o final, para poder tirar fotos no modo manual da máquina)
- Andar de balão
- Fazer um cruzeiro
- Correr uma maratona (isto é, conseguir correr mais de cinco minutos, que é só o que eu consigo até hoje)
- Participar de um campeonato de tênis e ganhar pelo menos uma vez
- Visitar um país exótico
- Andar a cavalo
- Escrever um livro
Coisas que eu sempre tive vontade de fazer e fiz:
- Encontrar o amor da minha vida
- Mergulhar (só que foi em água doce, mas foi ótimo)
- Andar de helicóptero (e ainda foi com o Porquinho pilotando, aventura total)
- Acampar
- Andar de jet ski
- Morar em outro país (morei seis meses nos Eua)
- Falar inglês
- Aprender um artesanato (no caso, os colares que eu faço)
- Aprender um esporte e gostar muito de praticá-lo (tênis)
sábado, 2 de janeiro de 2010
Lista do Bem

Este mês eu tive a oportunidade de realizar o trabalho mais bonito e prazeroso da minha vida. Eu que sempre dizia que queria fazer uma matéria que pudesse realmente ajudar, orientar e apoiar de verdade uma pessoa. O maravilhoso é que com essa matéria acho que ajudei mais de 20. Com certeza bem mais, mas não tenho noção de quantas.
Quando meu editor me disse que eu teria que fazer uma matéria por dia, durante todo o mês, cada uma com um personagem diferente, confesso que fiquei desanimada. O nome da série é Lista Pra Fazer o Bem. Eu ligava para as instituições filantrópicas e entidades sociais e procurava alguém que estivesse passando por problemas como vício, doenças, pobrezas, injustiças, solidão. Eu achava que as pessoas não iam querer falar e que eu ia ficar atolada de coisas pra fazer e estressada com as histórias tristes. Me enganei.
O que não faltaram foram histórias tristes e emocionantes de gente precisando de ajuda. Fiquei estressada sim, triste às vezes, chocada, chegava em casa desanimada, mas ao mesmo tempo com uma sensação tão boa, de satisfação, de ter sido útil às pessoas, de verdade. Me empolguei e, mesmo cansada, ficava pensando onde eu ia ligar, como seria a história do próximo dia.
Uma das vezes em que me senti tão bem assim foi quando eu soube que a Daiane, uma das personagens que entrevistei, tinha localizado o pai, que ela me contou que não via há uns 14 anos. A Daiane perdeu a mãe nos seus braços e quando soube que a única pessoa que tinha no mundo, o irmão, estava com câncer ela entrou em depressão e tentou o suicídio seis vezes. Depois ela deu a volta por cima, conseguiu um emprego e passou no vestibular. Mas mesmo assim se sentia só e sonhava em encontrar o pai, que ela soube que a tinha abandonado.
Daiane me contou que a única coisa que sabia do pai era o nome, um nome incomum. Então eu pensei: vou colocar esse nome no jornal, tanta gente lê, vai que ele aparece. E foi o que aconteceu. Um policial localizou o homem e eu foi lá registrar o encontro de pai e filha. Foi muito bacana. O pai disse que não a abandonou, que foi a mãe dela que pediu que ele se afastasse e se mudou sem deixar contatos. Esse foi um dos finais felizes, que de certa forma eu ajudei a proporcinar. Como diz a minha sogra eu fui o elo, o meio para ajudar pessoas como seu Lamartino, que ganhou uma casa, a pequena Iara, que foi estuprada pelo pai desde o cinco anos de idade, que tem agora três pessoas querendo adotá-la, o jovem que teve câncer e sonhava em publicar um livro e muitos outros.
Me senti muito, muito feliz por fazer a minha parte e ouvir tantos elogios, tanta gente me ligando para agradecer, contando, cheias de orgulho, tudo o que conseguiram depois que contei suas histórias no jornal. Por mim eu fazia isso o ano inteiro mesmo cansada e tantas vezes inconformada com a crueldade a que muitas dessas pessoas foram submetidas. Publico aqui a matéria final que eu fiz, que foi publicada no jornal O POPULAR no dia 25 de dezembro com alguns sorrisos e finais felizes graças à Lista pra Fazer o Bem. Feliz Ano Novo à todos vocês meus leitores queridos. Um 2010 cheio de alegrias e realizações!!!!!
NATAL FELIZ GRAÇAS A QUEM FEZ O BEM
Lamartino ganhou casa; Joana, brinquedos. estes são exemplos de que a solidariedade pode melhorar a vida de quem precisa
Camila Blumenschein
Alegria, esperança e final feliz. É o que algumas pessoas que contaram suas histórias para a série de reportagens publicada por O POPULAR desde o dia 1º de dezembro, a Lista para Fazer o Bem, conseguiram alcançar, com a ajuda de diversos leitores, que se solidarizaram com seus problemas. São pessoas e famílias com histórias de dor e sofrimento, que, com a ajuda de entidades filantrópicas, conseguiram algum apoio, dignidade e ajuda para superar obstáculos como violência, vícios, pobreza, doenças, solidão e injustiças.
Uma delas foi a garota Joana (nome fictício), de 12 anos, que foi abusada sexualmente pelo próprio pai e obrigada a se prostituir pela mãe, e que sonha em ser adotada por uma boa família. Quatro mulheres procuraram o Centro de Valorização da Mulher (Cevam), onde Joana vive, com projetos de adoção.
Além da intenção de ajudar a menina a ter uma vida normal e feliz depois de todo sofrimento que viveu, essas mulheres também levaram presentes, como roupas e mochilas, para a jovem. De acordo com a coordenadora do Cevam, Cecília Machado, dezenas de pessoas não param de ligar na instituição, sensibilizadas com a história da garota, que foi estuprada dos 5 aos 11 anos de idade dentro da própria casa.
As outras 26 meninas, todas com histórias de abusos, também foram presenteadas. Seis pessoas levaram brinquedos para distribuir entre as crianças e outra doou o material escolar para as jovens, concretizando um pedido especial de Joana. Cerca de 21 pessoas foram até o Cevam para fazer visitas à garota. Outras levaram alegria às moradoras da instituição com a organização de duas festas no local e também com a entrega de um bolo gigante.
Joana conseguiu encontrar três madrinhas, uma delas passou por uma avaliação e pôde levar a jovem para passear. “Fiquei muito feliz. A minha madrinha é legal e estou fazendo coisas legais com ela. Agradeço a todos por tudo!”, declara a menina, com seu jeito tímido, resultado do trauma que viveu.
A felicidade também bateu na porta da família de Lamartino Martins, de 62 anos, que sofre com uma paralisia no corpo, desde que foi atropelado por uma vaca, quando trabalhava em um curral. O homem, que enfrenta muitas dificuldades, inclusive sem ter como pagar o aluguel da casa onde vivia e sem poder comprar os remédios que precisa, foi presenteado com uma casa novinha em folha. “Dez advogados me procuraram e nos deram uma casa no Jardim Curitiba 3. Estou muito feliz!”, diz Lamartino, emocionado com a escritura da residência nas mãos.
Mesmo com todas as dificuldades financeiras e de saúde, o ex-vaqueiro, que adotou duas crianças que ficaram sem família, um deles portador do vírus HIV, também recebeu doações em dinheiro e cestas básicas e vai ganhar camas novas e colchões. Lamartino também recebeu a visita de um fisioterapeuta que está realizando com ele um tratamento de acupuntura, que, segundo o idoso, está sendo muito bom para sua saúde. “Ele vem aqui e coloca as agulhas e eu me sinto muito bem”, conta.
Muito satisfeito com toda a ajuda que tem recebido, Lamartino diz que, quando conseguir voltar a trabalhar, seu maior plano, ele pretende ajudar muitas pessoas, como está sendo feito com ele e a família. “Sei que existe muita gente em situação pior que a minha e eu quero ajudar pessoas assim”, destaca, com gratidão, o ex-vaqueiro.
Outro pedido atendido foi o da psicóloga Suely Linhares, de 58 anos, que acolhe dentro da própria casa idosos com transtornos mentais. Na reportagem do POPULAR, a psicóloga reclamou da falta de apoio do município em relação ao trabalho que realiza com 43 idosos, que vivem com ela. Suely também contou sobre um processo na Justiça que tem a intenção de despejá-la das terras que ela comprou para construir o abrigo.
De acordo com a psicóloga, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, visitou o abrigo e ofereceu a ela o apoio que ela pedia. “Ele me falou que vai me ajudar com o que for preciso, Graças à Deus”, ressalta. Suely conta que um grupo de motociclistas a procurou e se mobilizou em busca de ajuda para o abrigo. “Eles vieram aqui e fizeram um café da manhã e agora são nossos voluntários. Eles disseram que vão até à Presidência da República se for preciso para me ajudar”, declara, satisfeita.
Além dos novos amigos e do apoio da prefeitura, a psicóloga também recebeu doações de fraldas geriátricas e alimentos, que ela diz sempre precisar. “O que ganhamos vai dar para começar o ano com tranquilidade. Estou muito emocionada e feliz. Agora estou pronta para enfrentar os problemas sem perder o sono”, diz.
O jovem Wallace Ventura, de 21 anos, que vive com as sequelas de um câncer na coluna e sonha em publicar um livro contando o seu drama, está a um passo de realizar seu desejo.
A publicação da reportagem com sua história foi o impulso que ele precisava para ligar mais uma vez para uma editora pedindo ajuda para a publicação do livro, já que ele não tem condições de pagar. “Liguei na editora Kelps e um dos donos de lá me prometeu o patrocínio de 50% ou até 100% do meu livro. Estou muito empolgado”, declara Wallace.
UMA NOVA FAMÍLIA PARA DAIANE
Camila Blumenschein
A estudante Daiane Bárbara Pereira da Silva, de 21 anos, não via o pai, Marcionilio, há 14 anos. Mas, graças à reportagem do POPULAR, agora tem uma nova família para passar o Natal. Segundo a jovem, o encontro emocionante com o pai e com as duas irmãs é o melhor presente que poderia receber depois de tudo que viveu.
Ela conseguiu superar uma forte depressão que a levou a tentar o suicídio seis vezes, depois que perdeu a mãe em seus braços. Daiane ficou sozinha com um irmão e entrou em desespero quando soube que a única pessoa que tinha no mundo estava com câncer.
O irmão da jovem se curou e depois de sair da clínica em que ficou internada, ela conseguiu um emprego que mudou a sua vida. Daiane pediu ajuda para pagar o curso de Psicologia que pretende cursar em uma universidade particular até conseguir uma bolsa de estudos. “Duas pessoas me ligaram oferecendo para pagar a faculdade. Tenho muitas esperanças que vai dar certo”, salienta.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Que pessoas são essas?
Egoísmo, irresponsabilidade e frieza. Acho que essas três palavras resumem um pouco a morte e o sofrimento de três crianças no Brasil na semana passada. Um garoto de dois anos foi jogado do 18º andar de um prédio pelo próprio pai, que pulou em seguida, na Zona Sul de São Paulo. Em uma briga de trânsito, um homem, que sabe-se lá porque estava armado, baleou um garoto de dois anos em uma rua de Campo Grande. Um bebê de cinco mês morreu, após ter sido esquecido por cinco horas pela mãe dentro um carro em São Paulo.
Com certeza são casos diferentes, cada um com outras palavras diferentes que podem ser usadas para classificá-los, mas que se assemelham pelo desespero a que crianças tão novinhas foram submetidas. Vivemos hoje em mundo onde histórias chocantes, que nos deixam tristes e perplexos, acontecem diariamente. Ficamos sempre tocados e muitas vezes revoltados com os acontecimentos e notícias que vemos o tempo todo nos jornais. Mas, por algum motivo fiquei extremamente abismada e chocada com esses três casos.
Acho que foi porque eles aconteceram na mesma semana e envolveram crianças, que para mim e para muitos são seres inocentes, que ainda não tiveram tempo de viver e de cometer erros... A verdade é que apesar de diferentes, o que chama atenção também nesses casos é a irresponsabilidade, a falta de sensibilidade, de preocupação com o outro, principalmente com filhos, a quem os pais, pela lógica, deveriam dedicar amor incondicional.
O que faz uma mãe esquecer um bebê dentro de um carro? Claro que é difícil julgar, o esquecimento é normal do ser humano, mas esquecer uma criança, o próprio filho, que estava sob seus cuidados? Sacar uma arma e sair atirando a esmo porque se sentiu ofendido por uma fechada no trânsito? Resolver morrer de forma tão dolorosa e levar junto uma criança que nada tem a ver com a sua loucura? Meu Deus, que pessoas são essas? Torço para que essas crianças não tenham sentido toda essa dor e sofrimento que ficamos imaginado que elas possam ter sentido e que exista mesmo um motivo maior para que Deus tenha permitido acontecer tamanhas crueldades.
Com certeza são casos diferentes, cada um com outras palavras diferentes que podem ser usadas para classificá-los, mas que se assemelham pelo desespero a que crianças tão novinhas foram submetidas. Vivemos hoje em mundo onde histórias chocantes, que nos deixam tristes e perplexos, acontecem diariamente. Ficamos sempre tocados e muitas vezes revoltados com os acontecimentos e notícias que vemos o tempo todo nos jornais. Mas, por algum motivo fiquei extremamente abismada e chocada com esses três casos.
Acho que foi porque eles aconteceram na mesma semana e envolveram crianças, que para mim e para muitos são seres inocentes, que ainda não tiveram tempo de viver e de cometer erros... A verdade é que apesar de diferentes, o que chama atenção também nesses casos é a irresponsabilidade, a falta de sensibilidade, de preocupação com o outro, principalmente com filhos, a quem os pais, pela lógica, deveriam dedicar amor incondicional.
O que faz uma mãe esquecer um bebê dentro de um carro? Claro que é difícil julgar, o esquecimento é normal do ser humano, mas esquecer uma criança, o próprio filho, que estava sob seus cuidados? Sacar uma arma e sair atirando a esmo porque se sentiu ofendido por uma fechada no trânsito? Resolver morrer de forma tão dolorosa e levar junto uma criança que nada tem a ver com a sua loucura? Meu Deus, que pessoas são essas? Torço para que essas crianças não tenham sentido toda essa dor e sofrimento que ficamos imaginado que elas possam ter sentido e que exista mesmo um motivo maior para que Deus tenha permitido acontecer tamanhas crueldades.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Morto-vivo
A chamada no site da globo era prá lá de curiosa: "morto" aparece no próprio velório. Não resisti e logo cliquei na matéria. Ri sozinha ao ler a história e depois em casa com a minha mãe, que também tinha lido e caído na gargalhada. O melhor é que é uma história engraçada e atrapalhada, que o repórter teve que escrever com seriedade. Mas ele não teve como fugir do humor, principalmente em relação às pessoas que deram seus depoimentos.A matéria começa explicando que o pedreiro Ademir Jorge Gonçalves foi dado como morto após um acidente na BR-153, no Paraná, depois de familiares e amigos reconhecerem o corpo no necrotério. O detalhe é que o homem, conhecido como Tufão, apareceu vivo no próprio velório, bem no dia de finados. Já imaginei a cena: todo mundo com cara de assustado, de certo achando que estavam vendo alma penada. Aí, o repórter explicou que na hora do acidente, Tufão estava o tempo todo em um posto que fica ao lado da BR onde o acidente aconteceu tomando pinga com os amigos. Voltei à cena: além de aparecer no seu próprio velório e assustar todo mundo, o cara tava mais pra lá do que prá cá, bebim, e não foi de qualquer bebida, era de pinga.
O balconista do posto informou que Tufão soube que estava sendo velado por um amigo. "O rapaz chegou correndo para avisar que estavam querendo sepultar uma pessoa como se fosse o Tufão, que ficou assustado na mesma hora. Ele saiu do restaurante para esclarecer a história", disse o balconista. Imaginem o Tufão desesperado e indo avisar o povo que ele estava vivo. Na hora eu pensei: a família nem deve gostar muito do coitado, já que vários parentes reconheceram o corpo de outra pessoa como sendo dele, pessoa esta que foi atropelada perto de onde ele estava. Então, eu concluo que essa pessoa não deve ser muito parecida com o Tufão, acho que seria muita coincidência.
O gerente da funerária que cuidou do velório disse que várias pessoas foram reconhecer o corpo, algumas ficaram em dúvida, mas outros não. Aí vem outra parte engraçada da história: o homem da funerária disse que providenciou tudo e reclamou do prejuízo. "Nenhuma das duas famílias pagou pelo trabalho. Nós oferecemos 24 horas de café, leite, chá e lanche, sem falar do caixão e do sepultamento. Tudo isso sai por R$ 1,3 mil, que saiu, até agora, do meu bolso". Detalhe pro lanchinho que foi servido. Eu nem sabia que funerária servia lanchinho. E a família do morto verdadeiro apareceu e nada de pagar o coitado do homem da funerária que fez tudo direitinho.
Outro detalhe descrito na matéria foi que a mãe do Tufão não acreditava que era o filho dela no caixão (pelo menos a mãe né!). Ela ficava olhando e dizendo que não era o filho, quando de repente ele apareceu. "Foi um alívio", declarou ela. Que história maluca! E não foi só o gerente da funerária que saiu no prejuízo. Pra completar, o morto-vivo ou vivo-morto (Tufão) também teve problemas. Apesar de ter virado celebridade na cidade onde tudo aconteceu, Santo Antônio da Platina, no Paraná, o dono do imóvel onde ele morava queimou suas roupas e o colchão da cama onde ele dormia. Onde já se viu isso? Coitado do Tufão!! No fim da matéria, o repórter finaliza dizendo que apesar de ter só a roupa do corpo agora, Tufão só quer comemorar. No mesmo dia ele voltou ao posto que estava mais cedo pra tomar mais pinga.
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